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    domingo, maio 04, 2008

    CRÍTICA
    FILME: PONTO DE VISTA (Vantage Point, 2008, EUA)
    Com a fraca direção de Pete Travis ("Other People's Children"), "Ponto de Vista" tem um bom início, mas perde-se devido ao roteiro que empolga a platéia até a metade do filme. Depois disso movimenta-se de forma lenta, com argumentos rasos, cheio de falhas e com uma evidente falta de planejamento na relação roteiro e cenas. O exemplo principal desta falta de planejamento é o final da história, que acontece num ritmo frenético, com perseguições intermináveis, dignas de filmes de ação, seguindo em sentido contrário ao que foi proposto anteriormente, ou seja, pontos de vista de diferentes personagens da trama, gerando um típico suspense. Além disso, o roteiro escrito por Barry L. Levy é pra lá de exagerado, preconceituoso e previsível. Onde o maior exemplo são os terroristas árabes. Depois de todas as falhas da história, ao final o filme ainda deixa uma dúvida no ar: qual era a real intenção dos terroristas com o sequestro? Há várias hipóteses, mas nenhuma resposta concreta. E "Ponto de Vista" nem ao menos deixa esta dúvida abertamente explícita para o público. Roteirista e diretor simplesmente deixam a questão de lado ou nem mesmo lembraram deste mero detalhe. A parte técnica por sua vez é cheia de altos e baixos. Os efeitos visuais são ruins e descartáveis. Já as tomadas de câmera, a montagem e as atuações são os pontos positivos desta película. Denis Quaid ("O Vôo da Fênix") e Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia") estão impecáveis. "Ponto de Vista" empolga bastante no início da trama, mas regride e termina no precipício, valendo apenas por alguma boa técnica e atuações satisfatórias. Sem mais.

    NOTA (0 a 5): 2
    **

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