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    sexta-feira, maio 30, 2008

    CRÍTICA
    FILME: INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008, EUA)
    Com a direção de experiente Steven Spielberg ("A Lista de Schindler"), "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" chega às telonas após um intervalo de quase 20 anos desde o último filme, mas infelizmente não sai da mediania e chega a decepcionar vários fãs. Precedido por "Os Caçadores da Arca Perdida" (1981), "Indiana Jones e o Templo da Perdição" (1984) e "Indiana Jones e a Última Cruzada" (1989), a película de 2008 teve roteiro assinado por David Koepp ("Guerra dos Mundos"), baseado na história de George Lucas ("Star Wars") e Jeff Nathanson ("O Terminal"), e personagens de Philip Kaufman ("Indiana Jones e a Última Cruzada"). Resumo este mesmo roteiro em apenas duas palavras: raso e fútil. Apesar da franquia “Indiana Jones” ser conhecida pelos exageros característicos nas cenas de ação, este último capítulo beirou à bizarrice devido ao excesso. As atuações, por sua vez, são muito boas. O destaque ficou com Cate Blanchett ("Notas Sobre um Escândalo"), que interpretou a vilã Irina Spalko com extrema qualidade e um sotaque russo surpreendente. Apesar da idade, Harrison Ford ("Firewall - Segurança em Risco") está bem, mas limitado devido à idade. Ainda assim foi ótima a idéia de Spielberg trazê-lo de volta à série, pois o mesmo encaixou-se perfeitamente à história, ao invés de tentar inovar e atrapalhar toda uma cronologia de "Indiana Jones" com outro ator. Já o jovem e talentoso Shia LaBeouf ("Transformers"), que viveu Mutt Williams no filme, não convenceu. Apesar de ter feitos ótimos personagens em filmes anteriores, Shia não se encaixou ao papel, que por sinal nem devia ter sido criado, ou seja, mais um erro do roteiro. Tratando da técnica, "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" alterna, pois contém efeitos visuais cheio de altos e baixos, mesmo com os mestres Spielberg e George Lucas à frente da equipe. As tomadas de câmera são formidáveis; a montagem é benéfica; a trilha sonora original, composta por John Williams ("Munique"), enche pelas inúmeras vezes que a canção tema é tocada, mesmo em diferentes versões; totalmente gravado nos Estados Unidos, o longa teve locações comuns; a fotografia do polonês Janusz Kaminski ("O Terminal") ajudou bastante e cobriu a falta de criatividade na escolha das locações; o figurino de Bernie Pollack ("O Encantador de Cavalos") e Mary Zophres ("Leões e Cordeiros") foi aprovadíssimo; e por último a produção, que teve como chefe, Frank Marshall ("O Ultimato Bourne"), e se saiu bem, ressaltando a utilização de dublês para dar maior veracidade às cenas e usando a tecnologia CGI (Common Gateway Interface - Imagem em Computação Gráfica) apenas quando fosse realmente necessária. "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" teve um orçamento de US$ 125 milhões. As filmagens ocorreram entre 18 de junho e 11 de outubro de 2007. Resumindo: "Indiana Jones IV" começa bem, ganha dinamismo e qualidade até a metade da película, mas daí em diante perde-se e gera um resultado final abaixo das expectativas.

    NOTA (0 a 5): 3
    ***

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