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    quinta-feira, abril 10, 2008

    CRÍTICA
    FILME: RAMBO IV (Rambo, 2008, EUA)
    “Rambo IV” estréia após de 20 anos desde “Rambo III” (1988). O filme chegou às telonas com uma boa expectativa por parte dos fãs de filmes de ação e especialmente de Sylvester Stallone. Essa expectativa deve-se ao recente sucesso de “Rock Balboa” (2007), outra franquia do astro, que também teve um grande intervalo desde o último filme de sua série, mas que ainda assim, agradou e Stallone surpreendeu positivamente como protagonista, diretor e roteirista ao mesmo tempo. Mas infelizmente “Rambo IV” não tem a mesma qualidade técnica, roteirística e interpretativa de “Rock Balboa”. Com uma história fraca, o longa se destaca apenas pelas cenas de ação, característica principal dos filmes Rambo. Com lances de câmeras inteligentíssimos, mas com efeitos visuais raros, a ação passa pelos olhos dos espectadores, mas é esquecida momentos após a exibição. O som também não é dos melhores. “Rambo IV” é um filme barulhento e chega a irritar. Já as locações são boas e satisfatórias. Todas as cenas foram rodadas na Tailândia. A fotografia, dirigida por Glen MacPherson (“16 Quadras”), é mediana. A montagem de Sean Albertson (“Rock Balboa”) foi benéfica à película. Os diálogos foram uma surpresa agradável. Mesmo com poucas falas, John Rambo assemelha-se ao Capitão Nascimento, com frases de efeito, diretas, objetivas e sempre com um tom de sermão. Ainda que as falas sejam boas, as atuações são sofríveis. Nunca vi Satallone tão mal. Sem contar no seu figurino, extremamente ridículo. Sempre vestido com roupas largas para disfarçar os efeitos da idade. A maquiagem, por outro lado, faz a sua parte e não decepciona. A produção saiu-se muito bem e foi composta por Kevin King (“D-Tox”), Avi Lerner (“Dália Negra”), John Thompson (“O Imbatível”) e pelo próprio Stallone. “Rambo IV” foi gravado entre 23 de fevereiro e 4 de maio de 2007 e teve um orçamento de US$ 50 milhões. Um filme caracterizado pela carnificina, radicalismo e exagero, que repete a fórmula sem acrescentar nada de novo, causando um anti-sucesso próprio e rebaixando a franquia Rambo.

    NOTA (0 a 5): 3
    ***

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