CRÍTICA FILME: 10.000 A.C. (10,000 B.C., 2008, EUA/Nova Zelândia) O épico "10.000 A.C." é um projeto que o diretor Roland Emmerich ("O Dia Depois de Amanhã") idealizado há mais de dez anos. A superprodução marca a parceria entre a Warner Bros. e o alemão Emmerich, famoso pelos blockbusters como "Godzilla" (1998) e "Independence Day" (1996). O roteiro, assinado pelo próprio diretor junto a Harald Kloser, é cheio de falhas de continuidade e engraçado além da conta, confundido o público diante do que foi proposto, ou seja, um filme que se autodenomina como aventura e drama, mas que acaba tornando-se bizarro pelas piadinhas em excesso e fora de hora. A história é fraca devido a argumentos rasos e um desfecho ridículo. Sem citar o fato da maioria dos personagens nativos falam inglês fluentemente. As atuações de Steven Strait ("O Pacto"), Camilla Belle ("O Mundo de Jack e Rose") e Cliff Curtis ("Duro de Matar 4.0") são sofríveis. Não pelo fato de serem maus atores, mas afundaram junto ao projeto. Camila Belle nasceu na Califórnia, mas é filha de uma brasileira, Deborah, natural de Santos. Os efeitos visuais, por sua vez, são medianos e não chegam a decepcionar. A produção do longa-metragem contou com nomes como Roland Emmerich ("Desaparecidos"), Mark Gordon ("O Vigarista do Ano") e Michael Wimer. Com um orçamento de US$ 75 milhões, "10.000 A.C." foi rodado na África do Sul, Namíbia e Nova Zelândia. "10.000 A.C." e "Apocalypto" são filmes semelhantes que se equilavem na mediocridade de seus projetos. "10.000 A.C." vale por sair, nem que seja o mínimo, da mesmice dos filmes hollywoodianos, mas peca principalmente no roteiro e nas atuações.
NOTA (0 a 5): 3,5***
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