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    domingo, março 09, 2008

    CRÍTICA
    FILME: ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No Country for Old Men, 2007, EUA)
    Um filme de ação sangrenta e com um toque de suspense fenomenal. Assim poderia ser definido "Onde os Fracos Não Têm Vez". Uma surpresa agradável que surgiu nos cinemas com certo receio por parte do público. Mas que logo foi desfeito (o receio), já que surgiu uma obra-prima com uma parte técnica estupenda. A fotografia é ótima e teve o experiente inglês Roger Deakins ("Soldado Anônimo") à frente. As locações são simples e, ao mesmo tempo, complexas, com o seu lugar ao sol garantido neste longa. As gravações foram todas feitas no Novo México e no Texas. Com uma produção de primeira composta por Ethan Coen ("Matadores de Velhinha"), Joel Coen ("Paris, Eu Te Amo") e Scott Rudin ("Notas Sobre Um Escândalo"), "Onde Os Fracos Não Têm Vez" agrada pelos artifícios usados. O roteiro é falho. Assinado por Joel Coen e Ethan Coen, que também são os diretores deste filme (e que também escreveram e dirigiram "O Amor Custa Caro"), a estória é cansativa e com uma extensão além do necessário. Mas que por outro lado, contém diálogos incríveis e bem elaborados. Com um final seco e sem delongas, mas que não satisfaz, o roteiro fica na mediania. A estória foi inspirada no romance do americano Cormac McCarthy, com o título "Onde os Velhos Não têm Vez". As atuações são brilhantes e são a principal virtude desta película. Tommy Lee Jones ("No Vale das Sombras") está bem, mas desta vez foi bastante ofuscado, já que Josh Brolin ("Planeta Terror") está magnífico. Mas quem fica mesmo com o destaque é o espanhol Javier Bardem ("Mar Adentro"), numa interpretação fora do comum, com um personagem totalmente louco e medonho que intriga e causa náuseas na platéia. Não posso esquecer de citar o ator Woody Harrelson ("Terra Fria"), que mesmo num papel ínfimo, teve uma boa desenvoltura. A edição também teve grande importância na parte técnica, já que ela organizou de forma eclética e sensata as cenas, principalmente as perseguições, com tomadas de câmera inteligentemente bem planejadas. Os próprios irmãos Ethan e Joel Coen assinam a edição sob o pseudônimo Roderick Jaynes. "Onde Os Fracos Não Têm Vez" levou quatro estatuetas do Oscar, como Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Roteiro Adaptado. Foi ainda indicado pela Fotografia, Edição, Som e Edição de Som. Também ganhou dois Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Roteiro. E indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama e Diretor. Conquistou três prêmios no BAFTA, como Melhor Diretor, Ator Coadjuvante e Fotografia. E foi indicado como Melhor Filme, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Edição, Roteiro Adaptado e Som. "Onde Os Fracos Não Têm Vez" é um filme acima da média, que utiliza da violência de forma extraordinária e eficaz para montar sua trama envolvente e original, mas que vence o espectador pelo cansaço devido ao detalhamento exagerado do roteiro.

    NOTA (0 a 4): 4
    ****

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