CRÍTICA
FILME: O GÂNSTER (American Gangster, 2007, EUA)
"O Gângster" tem uma técnica muito boa, com fotografia, trilha sonora, figurino e locações estupendas. As tomadas de câmera de todas as cenas são muito bem planejadas e executadas, tornando o filme agradável visualmente. A produção, composta pelos experientes Brian Grazer ("O Código da Vinci") e Ridley Scott ("O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford"), foi de extrema importância para o sucesso do projeto. Ridley Scott além de produtor também é o diretor deste longa-metragem e tem uma desenvoltura gloriosa, apesar dos pesares. O roteiro foi o principal peso para a película. Assinado por Steven Zaillian ("A Intérprete"), baseado no artigo "The Return of Superfly", de Mark Jacobson, a história é pouco original, cheia de clichês e tem um final previsível e prolongado. Por outro lado, "O Gângster" tem um elenco muito bom e que teve atuações magníficas. Russell Crowe, no papel de detetive Richie Roberts está muito bem, mas é Denzel Washington, interpretando Frank Lucas, quem rouba a cena e se destaca. Além dos dois, há outros grandes nomes no elenco como Josh Brolin ("Onde os Fracos Não Têm Vez"), Cuba Gooding Jr. ("Homens de Honra") e Chiwetel Ejiofor ("Plano Perfeito"). “O Gângster” recebeu: duas indicações ao Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante e Direção de Arte; três indicações ao Globo de Ouro, como Melhor Filme - Drama, Diretor e Ator - Drama; Cinco indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Roteiro Original, Fotografia, Edição e Trilha Sonora. Comprovando o ótimo trabalho da equipe. As filmagens ocorreram entre 31 de julho e 14 de novembro de 2006 e o orçamento foi de US$ 100 milhões. "O Gângster" é um filme acima da média, mas que foi salvo pelas atuações, o que compensou o falho roteiro.NOTA (0 a 5): 4****
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