CRÍTICA FILME: ELIZABETH - A ERA DE OURO (Elizabeth: The Golden Age, 2007, Inglaterra/França) "Elizabeth - A Era de Ouro" é uma superprodução do diretor paquistanês Shekhar Kapur ("Honra e Coragem - As Quatro Plumas") e que procede "Elizabeth" (1998), com mesma direção. O roteiro, assinado pela dupla William Nicholson ("Gladiador") e Michael Hirst ("Elizabeth"), chega a comprometer no início, mas desenvolve-se de forma estupenda da metade do filme em diante. Com a atuação fenomenal de Cate Blanchett ("Notas Sobre Um Escândalo"), a película agrada visualmente e obtém um resultado acima da média. A exceção interpretativa é Clive Owen ("Filhos da Esperança"), que está bastante limitado em seu personagem. Bastante diferente do bom ator que é. A produção, formada por três nomes: Tim Bevan ("A Intérprete"), Jonathan Cavendish ("O Diário de Bridget Jones") e Eric Fellner ("Orgulho e Preconceito"), é de dar inveja a muitos diretores hollywoodianos. A principal atração de "Elizabeth - A Era de Ouro" é o figurino, muito bem produzido e que teve à frente, Alexandra Byrne ("Hamlet"). A fotografia, por sua vez, é boa, mas foi, na maior parte, auxiliada pelas boas locações. Ainda assim, a fotografia não deixa nada a merecer e teve Remi Adefarasin ("Scoop - O Grande Furo") como diretor fotográfico. Todas as cenas do filme foram gravadas na Inglaterra. Já os efeitos visuais são de primeira qualidade. A trilha sonora é mediana e satisfatória. Canções como "Horseback Address" e "Divinity Theme" ilustram o longa. Craig Armstrong ("O Colecionador de Ossos") e A.R. Rahman ("O Senhor das Armas") foram os compositores da trilha original. A equipe de maquiagem também dá show e ajuda a estabelecer o ótimo status técnico da produção. O filme recebeu o Oscar de Melhor Figurino e foi indicado na categoria de Melhor Atriz. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama. E recebeu quatro indicações ao prêmio BAFTA, como Melhor Atriz, Figurino, Maquiagem e Desenho de Produção. "Elizabeth - A Era de Ouro" infelizmente peca ao exceder na duração e nos detalhes, cansando o espectador. Mas ainda assim é um filme que merece ser visto pela beleza das imagens e a maravilhosa atuação de Blanchett, além de contar com uma produção estupenda.
NOTA (0 a 5): 4 ****
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