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    terça-feira, janeiro 22, 2008

    CRÍTICA
    FILME: CONDUTA DE RISCO (Michael Clayton, 2007, EUA)
    Em "Conduta de Risco", Tony Gilroy estréia como diretor de longa-metragem, além de assinar o roteiro do filme. Em seu currículo, Gilroy escreveu a trilogia "Bourne" (2002, 2004 e 2007), "Armageddon" (1998), "O Advogado do Diabo" (1997), entre outros. "Conduta de Risco" é um drama que, como o próprio diretor declarou certa vez à imprensa, "não poderia ser feito" sem a extraordinária atuação de George Clooney. Como protagonista, Clooney vive Michael Clayton, um advogado que trabalha numa das maiores empresas de advocacia de Nova Iorque e que tem a função de limpar o nome de alguns clientes. O roteiro não é dos melhores e poderia ter sido mais bem escrito, já que a estória é um tanto lenta e torna-se cansativa. O que acaba caindo nas graças da platéia é o final brilhante, que faz-nos esquecer da lentidão do enredo. A parte técnica da película também foi muito bem trabalhada. A produção, coordenada por Jennifer Fox, Kerry Orent, Sydney Pollack e Steve Samuels, teve seus méritos e agradou. A fotografia de Robert Elswit é estupenda. Ele já fotografou para grandes sucessos da telona, dentre eles, "Syriana - A Indústria do Petróleo (2005), "Boa Noite e Boa Sorte" (2005), "O Júri" (203), "Magnólia" (1999) e "007 - O Amanhã Nunca Morre" (1997). A trilha sonora é perfeita e encaixa-se suavemente às cenas. As locações foram muito bem escolhidas e todas as filmagens foram feitas em território estadunidense. "Conduta de Risco" foi indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza 2007, aos prêmios de Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Ator de Drama e Filme de Drama no Globo de Ouro 2008 e ao prêmio de Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Direção no Oscar 2008. Com um orçamento de US$ 25 milhões, "Conduta de Risco" é um filme que soma à intelectualidade das pessoas e que teve excelente parte técnica. A direção tem destaque, mas o roteiro deixou um pouco a desejar.

    NOTA (0 a 5): 3,5
    ***

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