CRÍTICA
FILME: 1408 (1408, 2007, EUA)
"1408" conta com uma equipe de produção bastante eficiente e agradável aos olhos, e teve o produtor Lorenzo di Bonaventura como líder da equipe, que também contou com os diretores de arte Stuart Kearns, Doug J. Meerdink e Eric Sundahl. Boaventura tem em seu repertório, como produtor, vários sucessos como os maravilhosos "Constantine" (2005) e "Transformers" (2007). O roteiro é assinado por Matt Greenberg, Larry Karaszewski e Scott Alexander, baseado em estória de Stephen King, com tons de surrealismo, que prende o espectador o tempo inteiro à história intrigante. A inspiração de King para escrever a estória foi uma série de reportagens publicadas sobre o parapsicólogo Christopher Chacon, que investigou um quarto mal-assombrado no hotel Del Coronado, na Califórnia. Assumo que em vários momentos, "1408" me lembrou o clássico "Jumanji" (2005). A direção é do sueco Mikael Hafstrom, que já fez filmes como o desconhecido "Evil - Raízes do Mal" (2003) e o polêmico "Fora de Rumo" (2005). A parte técnica faz a sua parte e conta com sons de primeira, efeitos especiais magníficos e uma trilha sonora neutra. A atuação de John Cusack é extraordinária, num papel cruel e extremista. Cusack vive o protagonista Mike Enslin, um escritor que não acredita em fantasmas e desmistifica lugares considerados mal-assombrados e publica os fatos em seus livros. Já Samuel L. Jackson, como Gerald Olin, gerente do hotel, teve um papel pequeno e sem grandes pretensões. "1408" tem um início lento, mas vai desenrolando a estória de fora eficiente e bem planejada. Uma curiosidade é que há várias referências ao número 13 ao longo do filme. Uma delas é o próprio título, cuja soma dos números dá exatamente 13. O orçamento de "1408" foi de US$ 25 milhões. O longa-metragem é uma ótima surpresa e garante entretenimento de primeira.NOTA (0 a 5): 4****
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