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    sábado, outubro 27, 2007

    CRÍTICA
    FILME: RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO (Resident Evil: Extinction, 2007, EUA)
    "Resident Evil 3 - A Extinção" foi a primeira franquia baseada em série de video-game. A parte técnica é quase perfeita, contando com uma boa fotografia e locações exuberantes. O diretor Russell Mulcahy tinha a intenção de gravar na Austrália, mas acabou gravando no México. A trilha sonora é eficiente, a película cinematográfica tem alta qualidade, as atuações, em geral, são satisfatórias, mas limitadas e a produção fez a sua parte. O roteiro é bastante dinâmico, mas, infelizmente, não soube valorizar o final, que é curto e merecia uma maior atenção. "Resident Evil 3" é infiel ao game e sofreu muitas adaptações estranhas ao olhar dos jogadores. Muitos efeitos visuais bizarros e muitos clichês reforçaram o "poder decepcionante" desta continuação. O filme ainda estabelece "relações copiosas" com filmes como "A Madrugada dos Mortos", de 2004, "Extermínio", de 2003, e ainda com o clássico do ano de 1963, "Os Pássaros", do mestre Alfred Hitchcock. O figurino da personagem Alice foi concebido pela Jovovich-Hawk, linha de roupas pertencente à atriz Milla Jovovich, protagonista da franquia e que demonstrou que tem muita moral frente aos produtores. A fraquia "Resident Evil" teve um excelente primeiro filme, um maravilhoso segundo filme (demonstrando uma ascensão até então) e um decepcionante terceiro filme. A trilogia, assim inicialmente planejada, já conta com planos para um quarto filme. "Resident Evil 4: After Life", o que traduzido ao pé da letra seria "Resident Evil 4: Após a Vida", está previsto para estrear em 2009. Uma jogada de marketing escancarada. Se o negócio deu lucro, por que não ampliá-lo?! Um completo aproveitamento e uma canalhice por parte dos idealizadores da franquia. O orçamento total de "Resident Evil 3 - A Extinção" foi de US$ 45 milhões. Comprovando a pouca preocupação da equipe para com a qualidade do roteiro, espetacularizando a história com efeitos e uma ação desfreada. Agora é torcer para que o improvisado quarto filme dê certo e nos faça esquecer o atual desastre.

    NOTA (0 a 5): 3,5
    ***

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