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    quinta-feira, outubro 04, 2007

    CRÍTICA
    FILME: O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO (Brasil, 2007)
    "O Homem que Desafiou o Diabo" é uma grata surpresa que chaga para abalar o cenário cinematográfico nacional, que cada vez, prova a sua evolução. Em 2007 tivemos exemplos de outras excelentes produções. "Batismo de Sangue", "O Cheiro do Ralo" e "Não Por Acaso" são apenas algumas delas. Moacyr Góes é o diretor e também assina como roteirista nessa produção, que tem uma parte técnica impecável, com ótima fotografia, que teve Jacques Cheuiches no comando e que teve méritos ao usar filtros coloridos (principalmente azul e laranja) nas gravações. Os lances de câmera são muito bem feitos. A trilha sonora é perfeita. E a transição de cenas, no formato esmaecidor, deu um aprovadíssimo tom retrô à produção. O roteiro foi muito bem escrito e é assinado por Bráulio Tavares, Moacyr Góes e Nei Leandro de Castro, baseado no romance "As Pelejas de Ojuara", de Nei Leandro de Castro. O elenco é ótimo e como um todo está muito bem. A exceção é Fernanda Paes Leme, que precisava ter se entregado mais ao papel. Foi nítida a sua timidez frente às câmeras. Marcos Palmeira, por vez, demonstra um crescimento interpretativo visível, desde suas novelinhas globais, vivendo um personagem engraçado e ao mesmo tempo rude, corajoso e ao mesmo tempo poético. Um misto de caras e bocas que mantém o espectador atento o tempo todo. "O Homem que Desafiou o Diabo" é cômico, triste e delicioso de se assistir. Bem ao estilo "O Alto da Comparecida", mescla cordel com baião e molda personagens e criaturas de acordo com um faz de contas tridimensional. Este é o 2º filme em que o diretor Moacyr Góes e o ator Marcos Palmeira trabalham juntos. O anterior foi "Dom", de 2003. Uma equipe de produção formada por Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto, Paula Barreto e Fábio Barreto que fez jus ao filme. "O Homem que Desafiou o Diabo" é para assistir quantas vezes for necessário para morrer de rir e para não esquecer tão cedo.

    NOTA (0 a 5): 4,5
    ****

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