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    sábado, setembro 01, 2007

    CRÍTICA
    FILME: O ULTIMATO BOURNE (The Bourne Ultimatum, 2007, EUA)
    Com um ritmo frenético, "O Ultimato Bourne" define bem o modo atual de fazer um filme de ação e perseguição. A edição é muito boa e tem sua parcela no sucesso desta película. “O Ultimato Bourne” é um ótimo capítulo de encerramento, de certa forma, da trilogia Bourne, mas infelizmente pecou ao cair na mesmice de seus precedentes: “A Identidade Bourne” e “A Supremacia Bourne”. Não há nada novo em comparação com os outros. As tomadas, a edição e até o roteiro oferecem o mínimo de diferenciação necessário numa trilogia, ou seja, a continuação do capítulo anterior. Ficou visível que o diretor Paul Greengrass, que também dirigiu o segundo filme, não quis arriscar a mudar nem um pouco o estilo da franquia e perder audiência. O que seria algo extraordinário, se bem feito. O maior exemplo de mudança drástica em franquias famosas é o novo 007 que fez um estupendo sucesso ao mudar radicalmente o modo James Bond de atuar. Mesmo com esta mesmice, "O Ultimato Bourne" mantém um ótimo nível de entretenimento, e é quase perfeito neste sentido, se não fosse o método repetitivo de filmagens “Bourne”. A parte técnica, no geral, é excelente, com uma trilha sonora bem escolhida, efeitos sonoros com detalhes e mixagens excelentes. A câmera solta foi outro ponto positivo na parte técnica, pois deu maior realismo às imagens. Resultado: uma produção magnífica, formada por Patrick Crowley, Frank Marshall e Paul Sandberg. As perseguições são tensas, como sempre, e muito bem estruturadas, deixando o espectador apreensivo o tempo todo. As locações são um atrativo a parte, ilustrando com eficiência um roteiro bem adaptado, mas que é limitado por conter pouquíssimos diálogos, e assinado por Tony Gilroy, Scott Z. Burns e George Nolfi, baseado em estória de Tony Gilroy e em livro de Robert Ludlum. A atuação de Matt Damon é satisfatória, mas esta satisfação foi devido ao alto nível da qualidade do longa-metragem, já que Matt Damon nunca me convenceu, nem mesmo neste filme, de que é um ator deslumbrante. Para mim ele é apenas um ator mediano, mas que vende muito porque faz bons filmes; vide "Os Infiltrados", sucesso de bilheteria, crítica e bastante premiado.

    NOTA (0 a 5): 4,5
    ****

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