CRÍTICA
FILME: A VOLTA DO TODO PODEROSO (Evan Almighty, 2007, EUA)
"A Volta do Todo Poderoso" é um filme fraco e com mísero humor. Quando este mesmo humor acontece, vem de forma tola, em cenas estabanadas, com vários tombos e cassetadas. Steve Carell está muito bem como protagonista, substituindo o astro Jim Carrey. Mas com um papel limitado, o ator acaba rebaixando-se junto ao filme. Isto é ruim, já que Steve Carell vinha numa boa ascensão; após atuar em "Todo Poderoso", de 2003, e "O Virgem de 40 anos", de 2005, o ator decolou no premiado "Pequena Miss Sunshine". A produção como um todo de “A Volta do Todo Poderoso” é fraca e não fez por merecer este sensacional comediante da nova safra, que mesmo com este desastre, tem créditos com o público. Morgan Freeman aparece pouco, assim como no filme anterior, mas faz a sua parte, confirmando o estupendo ator que ele é. O roteiro é rasteiro e desenrola a história de forma monótona e insatisfatória. Com o tema baseado na arca de Noé, o leque de possibilidades para se passar o filme era gigantesco, mas infelizmente o roteirista Steve Oedekerk criou um universo limitado e idiota; tratando os espectadores como estúpidos e intelectualmente raros. Em 2004 o roteiro "The Passion of the Ark", de Robert Florsheim e Josh Stolberg, foi bastante disputado pelos estúdios de Hollywood, sendo adquirido pela Sony. O diretor Tom Shadyac propôs que este roteiro fosse utilizado como uma sequência para "Todo Poderoso", com a Sony entrando como parceira da Universal. Steve Oedekerk reescreveu o roteiro, mas em 2005 Jim Carrey desistiu do projeto. Foi então que surgiu a idéia de adaptar a história para que Evan Baxter, personagem de Steve Carell no filme original, fosse o protagonista da sequência. Na época Carell estava em alta, devido ao sucesso de "O Virgem de 40 Anos". Os efeitos visuais são extremamente ruins, ridicularizando ainda mais o longa-metragem. O orçamento de "A Volta do Todo Poderoso" foi de US$ 175 milhões. Até junho de 2007 era a comédia mais cara já produzida. Isso demonstra um mal planejamento de recursos capitais, já que o orçamento foi bom, por que efeitos tão ruins? Geralmente efeitos visuais ruins são características de filmes com orçamento baixo. Principalmente esta questão colocou o diretor Tom Shadyac, que também comandou "Todo Poderoso" entre outros sucessos, em maus lençóis. A incapacidade de comandar, organizar, planejar e de fazer deste, um bom filme, atendendo as expectativas geradas devido ao filme precedente, fez com que o diretor se queimasse, ainda que não por inteiro, diante do cenário cinematográfico.NOTA (0 a 5): 3***
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