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    quarta-feira, agosto 01, 2007

    CRÍTICA
    FILME: TRANSFORMERS (Transformers, 2007, EUA)
    O blockbuster "Transformers" chegou às telonas canarinhas com promessas de ótima bilheteria e satisfação garantida aos espectadores, que anseiam por um filme de ação/aventura/ficção, já que o filme está sendo um sucesso de público nos EUA, desde a sua estréia, dia 3 de julho e que em 3 semanas de exibição arrecadou num total de US$ 262.969.000. A direção ficou por conta de Michael Bay, que dirigiu Armageddon, de 1998; e está muito bem à frente desta produção. O roteiro é assinado por Roberto Orci e Alex Kurtzman, roteiro, que por sinal é um tanto vago, mas, que pelo menos, cumpre a proposta do longa, de entretenimento e diversão, e serve apenas como coadjuvante aos efeitos especiais (visuais e sonoros), prendendo a atenção do espectador o tempo todo, com excelentes tomadas de perseguição, batalha e algumas cenas cômicas. Aliás, este foi um elemento bem trabalhado pela equipe, já que conseguiram dosar bem à ação, o humor e até mesmo romance, gerando um resultado final positivo. A equipe de animação CGI levava aproximadamente 38 horas para desenhar cada frame (quadro). No cinema são necessários 24 quadros por segundo para criar a sensação de movimento de cada cena. Os efeitos especiais estão estupendos, especialmente os visuais, que dão um show de tecnologia, mas não são perfeitos e aponto como principal falha, as proporções distorcidas dos robôs, ora muito grandes, ora pequenos demais. Steven Spilberg é o produtor executivo, ao lado de Lorenzo di Bonaventura. O slogan do filme, "Our planet. Their war." (“Nosso planeta. Guerra deles”), foi criado originalmente para o filme "Alien vs. Predador", de 2004. Ele seria usado em "Transformers", mas na última hora decidiram mudar para "Whoever wins... we lose" (“Não importa quem vença... nós perdemos”). Algumas imagens foram tiraras do filme "Apolo 13 - Do Desastre ao Triunfo", de 1995 para complemento de cena. Michael Bay chamou Frank Welker e Peter Cullen para dublar os famosos personagens que ambos já haviam feito na série animada de televisão nos anos 80: Welker (Megatron) e Cullen (Optimus Prime). Welker, no entanto, acabou sendo substituído por Hugo Weaving, sem mais explicações. As atuações no filme são medíocres, porém satisfatórias, não havendo ressalvas. A trilha sonora é muito boa e acompanha o ritmo frenético das cenas, o final é estupendo e agradou. Uma agradável surpresa para os fãs e para os não fãs também, que esperam por um bom blockbuster.

    NOTA (0 a 5): 5
    *****

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