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    segunda-feira, agosto 13, 2007

    CRÍTICA
    FILME: QUEBRA DE CONFIANÇA (Breach, 2007, EUA)
    A direção deste drama/suspense baseado numa história real é de Billy Ray, que já fez o desconhecido "Shattered Glass", de 2003; e não guiou bem as rédeas em "Quebra de Confiança", fazendo um filme, ainda que com um bom tema (apesar de batido), sem graça e morno, mesmo contando com uma ótima equipe de produção, que tem nomes como Lindsey Dold, Scott Kroopf, Robert F. Newmyer e Scott. As filmagens de "Quebra de Confiança" ocorreram em Toronto, de novembro de 2005 até o fim de janeiro de 2006, onde muitas das locações internas foram construídas no Toronto Film Studio. No fim de janeiro, a produção mudou-se para Washington, onde a equipe passou quase 3 semanas filmando exteriores e interiores que só poderiam ser captados na capital do país, assim como o prédio do FBI, o Departamento de Justiça, o Potomac e o Lincoln Memorial. O diretor de arte, Wynn Thomas, trabalhou muito com o diretor de fotografia Tak Fujimoto e com o figurinista Luis Sequeira para garantir que a escolha da paleta de cores na iluminação o no figurino estivessem em sincronia. Fotografia e figurino estes, básicos e sem grande relevância no filme. É claro que fizeram o dever de casa deles, mas nada demais. As atuações, por sua vez são boas, com destaque para o experiente Chris Cooper, com uma interpretação excelente. Não deixemos de reparar em Ryan Phillippe, que é um ator em ascensão, mas que desta vez se deu mal numa produção medíocre. Previsível, sem grandes pretensões e monótono, são adjetivos que definem bem o longa, que teve como principal defeito o roteiro, assinado por Adam Mazer, William Rotko e o próprio diretor Billy Ray. O filme ainda passa uma mensagem de que enquanto muitos de nós nunca entenderemos porque Robert Hanssen fez o que fez - seja por vingança, malícia, exposição das falhas do sistema de segurança americano - o governo dos EUA vai estar sempre chocado com a quebra humana e financeira, concomitante com suas mentiras. Pelos crimes que Robert Hanssen cometeu contra o país, aproximadamente 500 pessoas trabalharam para levá-lo à justiça. O fato de que isso tenha ocorrido sem qualquer vazamento que pudesse ter feito com que Hanssen se escondesse permanentemente, deveu-se à dedicação, à honra e à lealdade dos agentes envolvidos no caso. A conclusão é que "Quebra de Confiança" fracassou ao tentar tratar de um assunto batido de forma diferente, mas que acabou caindo na mesmice rebaixante.

    NOTA (0 a 5): 2,5
    **

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