CRÍTICA
FILME: ZODÍACO (Zodiac, 2007, EUA)
Começo citando a ótima equipe de produção de "Zodíaco", que conta com Ceán Chaffin, Brad Fischer, Mike Medavoy, Arnold Messer e James Vanderbilt. Um filme excelentemente produzido, com tomadas de câmera estupendas e uma edição de primeira. Ainda na parte técnica, a fotografia sem igual é de Harris Savides, que já fez filmes como o belo "Elefante", de 2003, e o polêmico "Reencarnação", de 2004. A direção de arte também tem seu lugar ao sol e faz a sua parte na produção. Os figurinos são bem bolados, ideais para um filme épico, que atravessa décadas de moda e diferenças de atitude, tanto nas roupas quanto nos acessórios. O roteiro é baseado na história verídica de um serial killer que aterrorizou a baía de San Francisco e provocou autoridades em 4 jurisdições, com códigos e cartas, durante décadas, daí o nome do filme. O roteirista Shane Salerno teve a preferência de compra do livro de Robert Graysmith quando tinha apenas 19 anos. Durante anos ele e Graysmith desenvolveram o roteiro do filme, até que os direitos de adaptação foram negociados com a Touchstone Pictures. Mesmo após a venda, Salerno escreveu várias versões do roteiro, encomendadas por diversas administrações da Touchstone. Um dos dados que confirma a adaptação para uma melhor espetacularização do evento foi a questão de que a carta enviada ao San Francisco Chronicle, narrado no filme, foi na verdade enviada pelo assassino ao San Francisco Examiner. O longa-metragem ainda conta com as ótimas atuações, principalmente de Mark Ruffalo e Robert Downey Jr., mas o destaque fica mesmo com Jake Gyllenhaal, que interpreta um cartunista do San Francisco Chronicle, protagonista da história, que na vida real é o autor do livro em que o filme foi baseado. Créditos para o diretor que deixou fluir naturalmente seus astros dentro da narrativa. Este é o 3º filme que aborda o assassino que aterrorizou San Francisco. Os anteriores foram “The Zodiac Killer”, de 1971 e “O Zodíaco”, de 2005, mas este é infitamente o melhor dos 3. O orçamento desta produção foi de US$ 85 milhões. O final deixará a desejar para muitos, já que não é um "happy end" e o diretor soube encerrar da melhor maneira possível a trama, já que o mesmo não pode "inventar" muito, tratando-se de um filme baseado em fatos reais. Uma ótima curiosidade é que as investigações sobre o caso continuam em aberto até hoje e o mais bizarro disso tudo é que há apenas um suspeito sendo investigado.NOTA (0 a 5): 4,5****
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