CRÍTICA FILME: PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO (Pirates of the Caribbean: At World's End, 2007, EUA)
O filme conta com uma ótima produção que contou com Jerry Bruckheimer no comando. Dirigido pelo estadunidense Gore Verbinski, o terceiro capítulo, que encerra a trilogia, sucesso de bilheteria, tem à frente a mesma dobradinha (diretor e produtor) de "Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra" e Piratas do Caribe - O Baú da Morte". As atuações foram bastante alternadas; Orlando Bloom e Keira Knightley somaram apenas como rostinhos bonitos, já que se tratando de interpretação, os dois deixaram muito a desejar. Por outro lado, Geoffrey Rush, Chow Yun-Fat e, principalmente Johnny Depp estão excelentes, com atuações dignas deste grande projeto. A maior surpresa ficou por conta do músico Keith Richards, da banda Rolling Stones, que aceitou o convite para fazer uma participação especial como o pai do capitão Jack Sparrow. Depp, intérprete de Sparrow, declarou após o lançamento do primeiro filme que se baseou no músico para compor o personagem. Os efeitos visuais e sonoros, que já são marcas registradas da franquia não fizeram feio frente ao público. As tomadas de câmera também ficaram muito boas, acrescentando em qualidade técnica. O diretor, junto aos roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio, que basearam-se nos personagens criados por Stuart Beattie, Ted Elliott, Terry Rossio e Jay Wolpert, deram ao filme um belo e diferente toque de surrealismo em várias cenas, com destaque para as passagens no deserto. As batalhas são bem estruturadas e apóiam-se numa equipe técnica de primeira; tanto na criação de personagens, quanto na riqueza de detalhes na cenografia e computação gráfica. As cenas em mar aberto ficaram meio escancaradas de forma a “entregar” que foram feitas em estúdio. Mas o principal defeito deste capítulo-desfecho foi de que os roteiristas excederam na comédia e mesclaram-na além da conta com ação, deixando os primeiros trinta minutos do filme num total besteirol; um pecado frente ao sucesso do Capitão Jack Sparrow e cia. Este é de longe o pior dos 3 episódios, mas que, ainda assim mantém um bom nível de entretenimento. O final é extenso, mas não prejudica o resultado geral. Lançado em 769 salas do Brasil, com 679 cópias. Trata-se do maior lançamento da Disney nos cinemas brasileiros. O orçamento de “Piratas do Caribe - No Fim do Mundo” foi de US$ 200 milhões. Um bom filme, que diverte e nada mais.NOTA (0 a 5): 4****
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