CRÍTICA
FILME: HOMEM-ARANHA 3 (Spider-Man 3, 2007, EUA)
O terceiro filme da saga chegou às telonas cheio de expectativas por parte dos produtores, que torciam por recordes de bilheteria e pelos fãs, que ansiavam por uma ótima continuação. Felizmente, ambos os grupos saíram satisfeitos após a estréia de "Homem-Aranha 3". O filme deve atingir o recorde de US$ 375 milhões em ingressos vendidos no mundo em seus primeiros seis dias de exibição, de acordo com estimativa divulgada pela distribuidora Sony Pictures Entertainment e Buena Vista International. Com um orçamento de US$ 300 milhões (R$ 600 milhões) é o longa-metragem mais caro da história. Novamente o trio formado pelo diretor Sam Raimi (que também dirigiu os 2 filmes anteriores) e os atores Tobey Maguire e Kirsten Dunst consolidaram neste, o sucesso contínuo do "Homem-Aranha". Com um roteiro bastante dinâmico e eclético, assinado por Alvin Sargent e baseado em estória de Sam Raimi e Ivan Raimi e nos personagens criados por Stan Lee, Steve Ditko, David Michelinie e Todd McFarlane; "Homem-Aranha 3" desenvolveu várias questões de forma versátil e eficaz, tornando até mesmo discussões de comportamento polêmicas do mundo atual em mero assunto passível de discussão e com uma certa metáfora, inteligentemente bem colocada, demonstrando ironia e sarcasmo. A questão de englobar vários antagonistas à história também foi plausível e aprovada, já que tornou o enredo mais atraente. A saga continua tão bem neste 3º filme, que ingredientes novos foram facilmente digeridos pela platéia. Mérito para a produção, que conta com nomes como Avi Arad, Grant Curtis e Laura Ziskin, e também para o diretor, extremamente eficaz na arte de entreter o público, junto à sua equipe. A parte técnica não fica pra trás. Os efeitos visuais, que já são uma marca registrada de todos "Spider-Man", novamente dão um show à parte e garantem o sucesso efetivo do longa. A trilha também foi muito bem produzida e surpreende, principalmente onde o silêncio, em algumas cenas de ação, é pleno, saindo totalmente dos clichês de muitas cenas de ação, que na maioria dos filmes, têm o volume alto para espetacularizar ainda mais o ideal proposto, o que para mim é nada a mais do que poluição sonora, salvo algumas exceções. As atuações em geral são boas e dentro do esperado, mas com ressalvas para Thomas Haden (Homem-Areia) e Rosemary Harris (May Parker), que ficaram acima da média e alguns bons nomes vieram a somar no elenco, melhorando-o ainda mais. Um filme que garante diversão para todas as idades e que atinge com extrema competência a proposta de entreterimento.NOTA (0 a 5): 4,5****
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