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    quarta-feira, maio 16, 2007

    CRÍTICA
    FILME: BATISMO DE SANGUE (Batismo de Sangue, 2007, Brasil)
    Após o magnífico "O Cheiro do Ralo", do diretor Heitor Dhalia, os cinemas brasileiros contemplam-nos com mais esta bela obra nacional, mas que, infelizmente, não superou o filme de Selton Mello. "Batismo de Sangue" trata de alguns assuntos sérios e polêmicos, tais como ditadura militar, religião, tortura, exílio, entre outros; numa narrativa inteligente, mas que acaba se estendendo mais do que devia e cansa um pouco a platéia; numa história baseada nos depoimentos dos protagonistas, interpretados com maestria por Caio Blat (Frei Tito), Daniel de Oliveira (Frei Betto), Cássio Gabus Mendes (Delegado Fleury), Ângelo Antônio (Frei Oswaldo), Léo Quintão (Frei Fernando), Odilon Esteves (Frei Ivo). Um filme forte e sem pudores, que mostra a violência, tanto física quanto mental no período de censura do regime militar brasileiro, no governo do general Emílio Garrastazu Médici, no final dos anos 60. A excelência da técnica da produção também é evidente, com uma boa fotografia, sonoplastia, trilha sonora, locações, planos e movimentos de câmera bem elaborados. O longa ganhou 2 troféus Candango no Festival de Brasília, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Fotografia. O drama que serve como registro para quem "sobreviveu" ao regime e como exemplo para a nova juventude sobre a luta contra a não-liberdade imposta pela ditadura militar da época.

    NOTA (0 a 5): 4
    ****

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