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    sexta-feira, abril 20, 2007

    CRÍTICA
    FILME: MARIA ANTONIETA (Marie Antoinette, 2006, EUA)
    Kirsten Dunst está monstruosamente bem como protagonista dessa história; num papel que encaixou-se perfeitamente a ela; sedutora e rebelde num mundo onde as regras eram rígidas e machistas, aonde ela chega e altera totalmente o ciclo de costumes e ideologias impostas num mundo diferente do seu, mas ao mesmo tempo, semelhante ao que ela deixou para trás. Com um roteiro lento, o filme cansa ao querer mostrar muitos momentos da vida da princesa austríaca, mas acaba confundindo-se e não agradando quanto à forma de como a história foi narrada. A diretora, roteirista e produtora Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola, diretor de Apocalypse Now, segue os passos do pai à frente de uma boa produção, com destaques para as locações, muito bem escolhidas. O governo francês concedeu à equipe de filmagens uma permissão especial para que rodasse cenas no Palácio de Versailles. Apesar do Salão de Espelhos estar em restauração na época das filmagens, a diretora Sofia Coppola conseguiu permissão para rodar no local a cena de baile do casamento entre Maria Antonieta e Luís XVI. A trilha sonora, que está de parabéns por sair da linha da mesmice em filmes épicos, apresentando um gênero diferente para com estes tipos de filme com músicas POP da década de 80 do século passado, mas que ainda assim poderia ser melhor, misturando músicas de períodos diferentes, criando uma realidade diferente (para melhor) de tudo que foi proposto no filme. A fotografia é boa, mas o que auxiliou-a, foram as ótimas locações da produção. Outro grande destaque é o figurino; belíssimo e original; vencedor do Oscar. Sofia Coppola conheceu a biografia de Maria Antonieta em 2000, através da historiadora francesa Evelyne Lever. Na época ela adquiriu os direitos de adaptação para o cinema de seu livro, sendo acompanhada pela autora em sua 1ª visita ao Palácio de Versailles, em 2001. Posteriormente Lever trabalhou como consultora técnica do filme, preparando um dossiê sobre a rainha, de forma a evitar erros sobre sua história. Sofia Coppola se recusou a ler a famosa biografia de Maria Antonieta escrita por Stefan Zweig, por considerá-la rigorosa demais. A diretora preferiu se basear no livro de Antonia Fraser, que faz da rainha um personagem mais humano. Além da estatueta do Oscar por figurino, Maria Antonieta recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem. Resumindo: um filme mal organizado roteiramente, mas que tem boa produção.

    NOTA (0 a 5): 3
    ***

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