CRÍTICA
FILME: ATIRADOR (Shooter, 2007, EUA)
"Atirador" tem como principal falha de projeto, as atuações. A maior prova do desastre do elenco foi o mal aproveitamento do talentoso Michael Pena, num papel de policial honesto do FBI que ajuda o protagonista da história. As belíssimas Rhona Mitra e Kate Mara, serviram mais como atrativo visual do que como contribuição quanto à interpretação. Danny Glover é a exceção, mostrando uma boa dose de malícia em seu papel de antagonista. Mark Wahlberg conduz o filme de forma amena e sem grandes surpresas, totalmente ao contrário do que devia ser um filme que defini-se como suspense/ação. Esse é o primeiro filme que Wahlberg fez após a sua indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por "Os Infiltrados"; esta foi a estratégia de publicidade do longa-metragem para atrair o público. De alguma forma surtiu algum efeito, já que a bilheteria arrecadou US$ 14,5 milhões na sua estréia nos Estados Unidos com um orçamento de pouco mais de US$ 60 milhões. A produção não é das piores; rica em detalhes e bem organizada, mas que, infelizmente, não conta com um bom enredo, escrito por Jonathan Lemkin, baseado em livro de Stephen Hunter. Previsível e cheio de clichês que relembram filmes do gênero como "O Resgate do Soldado Ryan", "Atrás das Linhas Inimigas" e "A Identidade Burne", demonstrando total falta de criatividade e personalidade, tornando-se facilmente esquecível! Um verdadeiro fracasso do diretor Antoine Fuqua que tem no currículo alguns bons filmes de ação como "Dia de Treinamento" e "Lágrimas do Sol", o que torna "Atirador" uma exceção à parte. NOTA (0 a 5): 3***
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