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    terça-feira, março 20, 2007

    CRÍTICA
    FILME: MOTOQUEIRO FANTASMA (Ghost Rider, 2006, EUA)
    Nicolas Cage é o protagonista e estrela essa adaptação do quadrinhos da Marvel com um roteiro escrito por David S. Goyer ("Batman Begins") e Mark Steven Johnson ("Demolidor") e dirigido por Mark Steven Johnson ("O Homem Sem Medo"), que a exemplo de seu longa anteiror ("Demolidor"), não obteve sucesso de crítica, mas não foi mal quanto à bilheteria. "Motoqueiro Fantasma" ficou em primeiro lugar nos EUA em 2 semanas conssecutivas desde sua estréia e aqui no Brasil não foi diferente. Continua em 1º lugar nas bilheterias desta semana e assim está desde que estreiou em terras canarinhas. É claro que isso é uma regra, já que o cinema estaduniense dita os conceitos cinematográficos. O que não quer dizer que hajam excessões; um filme pode fazer sucesso por lá e nenhum por aqui, isso deve-se à cultura de cada país, principalmente em películas que tratam de assuntos de conhecimentos regionais limitados, que fazem sucesso na terra natal e devido a esse sucesso regional, são exportadas, no pensamento de que àquela película também fará sucesso em outras terras. Mas isso acaba não acontecendo devido à falta de conhecimento de determinado assunto. Sucesso de bilheteria não significa obrigatoriamente que um determinado filme seja bom. Infelizmente, na esmagante maioria das vezes, o sucesso de bilheteria tem a ver com jogada de marketing e publicidade, atraindo o público, muitas vezes alienado e sedento por boas imagens, geradas por efeitos visuais e que apenas o entrete. Mas o correto, moralmente falando, seria que o sucesso de bilheteria dos filmes fosse originado a partir de recomendações dos próprios espectadores para com os outros. É claro que o trailer conta muito pra chamar a atenção, mas não deveria determinar o sucesso dos filmes como é feito hoje em dia. Um ótimo exemplo disso é "Motoqueiro Fantasma", que tem um ótimo trailer, mas enganador, pois o longa deixou a desejar e muito! Um roteiro batido e cheio de clichês narra uma história monótona e sem pretensões, com efeitos especiais alternados, ora muito bons, ora horríveis! Na trama, o dublê Johnny Blaze, um audacioso motociclista, faz um pacto com as forças do mal e vende sua alma para salvar seu pai. Anos mais tarde é procurado por Mefistófeles (Peter Fonda), que oferece sua liberdade se ele aceitar uma missão: encarar Coração Negro, o filho rebelde do senhor do inferno que está solto na Terra. Para tanto, Johnny Blaze será transformado no Espírito da Vingança, uma criatura com o crânio em chamas, armada com uma corrente e montada em uma motocicleta com rodas de fogo. Nicolas Cage é um ótimo ator, mas não encaixou-se nesse papel, ridicularizando a sua pesssoa com um penteado cômico. Nota-se que a intenção de garotão não foi bem sucessida, já que Caje está mais pra lá do que pra cá e não há maquiagem que o salve! Brincadeiras à parte, o filme torna-se trash por tentar fazer algo simples, mas complica e não consegue atinjir seu ideal: garantir ao espectador satisfação por ter assistido um bom filme assim como as boas histórias em quadrinhos no qual foi baseado.

    NOTA (0 a 5): 2,5
    **

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