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    sábado, março 24, 2007

    CRÍTICA
    FILME: BORAT - O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, 2006, EUA)
    "Borat" inicialmente inicialmente seria dirigido por Todd Phillips, mas diferenças criativas entre ele e Sacha Baron Cohen o afastaram do filme. A direção então passou às mãos de Larry Charles, protanonizado por Sacha Baron Cohen, novato nas telonas, mas conhecido pela mídia. O personagem Borat foi criado para o programa de TV britânico "Da Ali G Show", exibido em 2000. Segundo Sacha Baron Cohen, sua inspiração para o personagem foi um médico russo que conheceu. O filme deixa claro a idéia de humor pateta, ridicularizando a imagem do país asiático, tanto que o personagem foi bastante criticado pelo governo do Cazaquistão, que considerou "seu mal gosto e maneiras incompatíveis com a ética e o comportamento da população do país". Como resposta Sacha Baron Cohen organizou uma falsa conferência de imprensa na Casa Branca em 29 de novembro de 2006, um dia antes da visita do presidente do Cazaquistão aos Estados Unidos. Por causa da má imprensão que o filme passa aos espectadores, o governo contratou duas empresas de relações públicas para rebater as acusações feitas em "Borat". Além disto publicou um anúncio de 4 páginas no jornal The New York Times, onde também rebatia algumas das acusações. Posteriormente o governo convidou o próprio Sacha Baron Cohen para visitar o país. Com um roteiro praticamente inexistente, Borat viaja aos EUA e cria seu roteiro. Apaixona-se por famosa Pamela Anderson e a mesma passa a ser seu objeto de desejo, onde ele buscará até o fim de sua estadia estadunidense, passando por bons e, principalmente, maus momentos! O grito de Borat, "Jak sie masz!", é uma expressão popular de saudação na Polônia. Traduzindo, seria o equivalente a "como vai você?". Quando Sacha Baron Cohen fala na língua nativa do Cazaquistão a maioria das palavras é na verdade dita em hebraico, com forte sotaque da Europa Oriental, enagandando os espectadores, menosprezando o idioma local, o cazaque (Kazakh). A polícia foi chamada 91 vezes durante a produção de Borat, devido a cenas rodadas por Sacha Baron Cohen. Em Nova York um mandato de prisão chegou a ser enviado ao ator. Em Washington o Serviço Secreto chegou a interrogar integrantes da equipe de Borat, que estavam rodando cenas do lado de fora da Casa Branca. Sacha Baron Cohen não deixou o personagem Borat enquanto era interrogado, demonstrando astúcia para driblar as autoridades. Em suma, "Borat" cumpre sua promessa de humor por ridicularização, tornado-se politicamente e moralmente incorreto, saindo da mesmisse de roteiros "happy and correct". Um filme mal feito, um grande besteirol, mas que teve como salvador Sacha Baron Cohen, que o fez valer! Uma atuação fora do comum e excelente, tornando o longa um sucesso de bilheteria e crítica! "Borat" bateu o recorde de maior estréia de um filme lançado em menos de 1000 salas, que pertencia a Fahrenheit 11 de Setembro (2004). O filme estreiou em 837 salas nos Estados Unidos, arrecadando US$ 26,4 milhões em seu 1º fim de semana com um orçamento de US$ 18 milhões. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical (Sacha Baron Cohen) e indicações ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e ao Globo de Melhor Filme - Comédia/Musical.

    NOTA (0 a 5): 4
    ****

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