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    quarta-feira, fevereiro 28, 2007

    CRÍTICA
    FILME: APOCALYPTO (Apocalypto, 2006, EUA)
    Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila em sua vila, interrompida devido a uma invasão maia. Os governantes do grande império acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos, extinguindo todo e qualquer tipo de aldeia à volta deles. "Apocalypto" é o novo filme do diretor estadunidense Mel Gibson ("A Paixão de Cristo"), que também é o roteirista da produção. Roteiro que não cumpre a principal promessa de mostrar o declínio maia como foco principal, deixando-o como plano de fundo. Um filme exclusivamente de ação, que tem como elemento principal uma perseguição bem ao estilo "O Predador" (de 1987), contendo-se apenas em entreter o espectator com elementos visuais e deixando-o com efêmera carga denotativa. Vago teoricamente e com pouca diversidade de locações, desmereceu a grande expectativa criada em torno do que seria uma obra prima do cinema. Devia tratar a arte maia como plano principal, mas tem apenas, infelizmente, como pontos positivos: a linguagem utilizada na produção (todo falado em dialeto maia) e as fisionomias dos nativos, com a merecida indicação ao Oscar de melhor maquiagem. A produção deixou a desejar em muitos aspectos: a sonoplastia é de 2ª categoria. Sons que não se adequam às situações e ruídos em excesso! Mas que inexplicavelmente teve 2 indicações ao Oscar sonoplasta: melhor edição de som e mixagem de som. As atuações são míseras, não salvando o esdrúxulo roteiro. Tende mais a um filme trash do que um clássico, mas serve como uma boa fonte de risadas sarcásticas perante uma linearidade grotesta e mal organizada do enredo, contendo cenas com pura carnificina, bem ao estilo Gibson.

    NOTA (0 a 5): 3
    ***

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