CRÍTICA
FILME: DÉJÀ VU (Déjà Vu, 2006, EUA)
Tony Scott ("Chamas da Vingança") dirige esse longa que mistura ação, suspense, ficção, drama e que ao mesmo tempo não se identifica com nenhum desses gêneros em específico. Essa é a principal indicação de que o enredo é tolo e totalmente bagunçado, deixando o espectador alienado e sem um raciocínio lógico, chegando a agredi-lo psicologicamente. Os diálogos são apressados e sem nexo. As atuações de Denzel Washington ("O Colecionador de Ossos") e Val Kilmer ("Top Gun – Ases Indomáveis") são medíocres e não atendem a espectativa, tornando a qualidade do filme ainda pior. Os efeitos visuais são mal feitos, demonstrando que Jerry Bruckheimer (famoso produtor de séries milionárias, como "Piratas do Caribe" e "Bad Boys") não esteve bem, ou por causa de um baixo orçamento ou porque está regredindo, prefiro acreditar na primeira opção. Mas nem tudo é de se jogar fora! Os lances de câmera e a tensão criada num ambiente hostil de investigação são válidos, deixando-nos atentos boa parte do tempo. "Déjà Vu" é o primeiro longa-metragem gravado em Nova Orleans pós Katrina e o orçamento foi de oitenta milhões de dólares. Um filme vago e confuso, sem essência alguma, apenas fornece entreterimento por alguns instantes.NOTA (0 a 5): 3***
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