CRÍTICA
FILME: O SUSPEITO (Rendition, 2007, EUA)
Com uma narrativa atemporal, "O Suspeito" é um filme bastante tenso e inteligente, e que agrada, principalmente pelo final, que é surpreendente. Este longa-metragem de drama, que confunde-se com os gêneros suspense e policial, do diretor sul-africano Gavin Hood ("Infância Roubada"), é o seu primeiro filme na terra do Tio Sam. O assunto-base da película é o terrorismo, com uma história inspirada em fatos reais. O roteiro, escrito por Kelley Sane, é complexo e tem ótimos diálogos. As atuações são extraordinárias e tem como destaques principais, Omar Metwally ("Munique"), que vive o engenheiro egípcio Anwar El-Ibrahimi, Reese Witherspoon ("Johnny e June"), interpretando Isabella Fields El-Ibrahimi, esposa do engenheiro químico, e a fabulosa Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada"), na pele de Corrine Whitman. As locações somaram um ponto a mais para a produção. EUA, África do Sul e Marrocos serviram como plano de fundo para as gravações. Os efeitos visuais são rasos, mas não chegam a interferir no excelente resultado final da produção, que contou com Steve Golin, David Kanter, Keith Redmon, Michael Sugar e Marcus Viscidi. A trilha sonora, por sua vez, é boa, como toda a parte técnica do longa e contou com canções como "Al Insan", interpretada por Maghrebika e Bill Laswell, "L'amaar", interpretada por MC Rai e "Aakli Fiha", interpretada por Cheb Tarik. A fotografia de Dion Beebe ("Memórias de Uma Gueixa") foi satisfatória. Um filme que surpreende pelo final intrigante e por manter o espectador tenso do início ao fim, contando ainda, com atuações acima da média e uma produção muito bem organizada e eficiente.NOTA (0 a 5): 5*****
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