CRÍTICA
FILME: O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA (Love in the Time of Cholera, 2007, EUA)
Com um elenco cheio de nomes desconhecidos, mas que também conta com duas brasileiras: Fernanda Montenegro ("Central do Brasil") e a iniciante Rúbia Negrão, "O Amor nos Tempos do Cólera" deslumbra a platéia por contar um ótimo roteiro, assinado por Ronald Harwood ("O Pianista"), baseado em um romance homônimo de Gabriel García Márquez. A história teve várias tentativas, por parte de outros diretores, de adaptação para as telonas, mas todas sem sucesso. Só agora Mike Newell ("Harry Potter e o Cálice de Fogo") o fez. Márquez, vencedor do prêmio Nobel, tem outras obras suas adaptadas, entre elas: "Crônica de uma Morte Anunciada" e "Ninguém Escreve ao Coronel e Erêndira". A produção de “O Amor nos Tempos do Cólera” como um todo é ínfima. A duração da película excede e acaba cansando o espectador. As atuações são medianas, porém satisfatórias. As locações têm uma beleza desigual. O filme foi rodado em terras colombianas e inglesas. A fotografia não é das melhores e a trilha sonora é chata, mas ainda assim a canção "Love in the Time of Cholera" foi indicada ao Globo de Ouro. Com orçamento de US$ 45 milhões, o produtor Scott Steindorff demorou três anos para negociar com o escritor Gabriel Garcia Márquez os direitos de adaptação. "O Amor nos Tempos do Cólera" teve pré-estréia mundial no Festival do Rio. Um filme bonito, mas que desgastou-se devido às cenas bastante semelhantes e uma técnica que não acompanhou o roteiro.
NOTA (0 a 5): 3 ***
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