CRÍTICA
FILME: MEU NOME NÃO É JOHNNY (2007, Brasil)
Baseado em fatos reais, “Meu Nome Não é Johnny” tem ótimas atuações, vide Cléo Pires (namorada de João Estrella), Júlia Lemmertz (mãe de João), e Cássia Kiss (juíza). Mas o destaque fica mesmo com o mineiro Selton Mello (“O Cheiro do Ralo”), o protagonista que dá forma à história e mescla bem, como sempre, humor e sarcasmo. O roteiro, adaptado do livro homônimo de Guilherme Fiúza, foi escrito pelo também diretor deste filme Mauro Lima ("Tainá 2 - A Aventura Continua"), em parceria com Mariza Leão (do documentário "Regatão, O Shopping da Selva"), que também é a produtora deste filme. Uma boa adaptação que surte um efeito incômodo na platéia, tratando-se de um filme dinâmico, que soube trabalhar inteligentemente bem os momentos e situações da vida do traficante em relação à família, amigos e namorada, além de seus inimigos. "Meu Nome Não é Johnny" teve gravações no Rio de Janeiro, em Barcelona e Veneza, com locações satisfatórias. As tomadas de câmera tiveram uma grande variedade de planos, sempre em harmonia com as cenas propostas. Encaixando-se a elas (cenas), a trilha sonora teve uma desenvoltura desigual e positiva, com canções como "Bla Bla Bla... Eu te Amo" e "Mestre Jonas" no repertório, comprovando, muitas vezes mais uma vez, o humor negro da película. Uli Burtin ("Lisbela e o Prisioneiro") foi o responsável pela fotografia, que ficou apenas na mediania. Com um orçamento de R$ 6 milhões, o longa-metragem arrecadou, em seis semanas de exibição, cerca de R$ 15 milhões e um público de mais de 1 milhão e meio de pessoas. "Meu Nome Não é Johnny" é uma ótima produção canarinha, que marca pelo dinamismo do roteiro e pelas boas atuações, mas que ainda assim está longe de se tornar um clássico do cinema brasileiro. NOTA (0 a 5): 4****
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