CRÍTICA
FILME: HITMAN - ASSASSINO 47 (Hitman, 2007, EUA/França)
Marcante pelos inúmeros clichês, "Hitman - Assassino 47", do diretor francês Xavier Gens, força ao tentar impor um roteiro, escrito por Skip Woods ("A Senha: Swordfish"), baseado no game "Hitman: Codename 47", cheio de argumentos frouxos. Apesar disto, o longa-metragem é salvo pela parte técnica. A fotografia é muito boa e teve Laurent Barès como diretor. As locações foram agradáveis e bastante ecléticas, com gravações em várias partes do mundo: Rússia, África do Sul, Turquia, Inglaterra e Bulgária. A trilha sonora é perfeita e eficiente. As tomadas de câmera são ótimas e as cenas de ação muito bem gravadas. Já os efeitos visuais são medianos. Com produção de Adrian Askarieh, Luc Besson, Chuck Gordon e Pierre-Ange Le Pogam, "Hitman - Assassino 47" teve um orçamento de US$ 70 milhões. A película agrada principalmente pela semelhança e fidelidade ao jogo. As atuações, por sua vez, ficam na mediania, não por incapacidade dos atores, mas sim pelo roteiro que não deu a liberdade necessária para os mesmos. Timothy Olyphant ("60 Segundos") é o protagonista e está brilhante, encaixando-se magnificamente bem ao personagem. Olga Kurylenko ("Paris, Eu Te Amo") é a mocinha e também faz a sua parte. A beleza desta ucraniana de 28 anos resultou na escolha, por parte dos realizadores da franquia "007", em ser a nova bondgirl do agente mais famoso dos cinemas. Com um final simples, enredo raso e técnica acima da média, "Hitman - Assassino 47" torna-se um bom filme de ação, que apesar de limitado, traz algo, ainda que mísero, de inovador e atraente.NOTA (0 a 5): 4****
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