CRÍTICA
FILME: EU SOU A LENDA (I Am Legend, 2007, EUA)
Cheio de tensão e obscuridades, "Eu Sou a Lenda" agrada pelo roteiro eclético e com cenas de tirar o fôlego, além das fortes pitadas de suspense e, como o próprio gênero define, de ficção. O roteiro foi assinado por Mark Protosevich (“Poseidon”) e Akiva Goldsman ("Sr. & Sra. Smith"), baseado no livro de Richard Matheson e escrito com base em um outro roteiro de uma outra adaptação do livro, de 1971, intitulado “A Última Esperança da Terra”, escrito por John William Corrington (“A Batalha do Planeta dos Macacos”) e Joyce Hooper Corrington (“Sexy e Marginal”). A Warner Bros., produtora do filme, detém os direitos do livro desde a década de 70. Há duas versões cinematográficas no passado: "Mortos que Matam" (1964) e "A Última Esperança Sobre a Terra" (1971), este último citado anteriormente. Will Smith ("Eu, Robô"), é o protagonista de “Eu Sou a Lenda” e interpreta o cientista Robert Neville, único sobrevivente da cidade de Nova e Iorque após um vírus mortal e que busca uma cura para as anomalias causadas, transformando seres humanos em zumbis. Smith simplesmente é o filme, com uma interpretação magnífica, ele carrega a produção nas costas. Ao contrário da brasileira Alice Braga ("Cidade Baixa"), com uma atuação rasa e limitada. Logo neste papel, que é de longe, o mais importante da carreira da jovem atriz de 24 anos, que interpreta Anna, uma sobrevivente do vírus. Por sinal, Alice Braga é sobrinha de Sônia Braga ("Tieta do Agreste"). A parte técnica boa, mas tem alguns defeitos. Os efeitos visuais levam a culpa e puxa a produção pra baixo. O carro de Will muitas vezes flutua, sem explicação alguma, com um movimento longe da realidade, ainda que num filme de ficção. Por outro lado, os animais ficaram muito bem feitos e com movimentos bastante fiéis aos reais. A produção, por sua vez, é excepcional e teve um time e tanto, com produtores que têm um currículo invejável, formado por Akiva Goldsman, David Heyman ("Harry Potter e a Ordem da Fênix"), James Lassiter ("À Procura da Felicidade"), Neal H. Moritz ("Click") e Erwin Stoff ("Matrix"). A fotografia é mediana e foi dirigida por Andrew Lesnie ("King Kong"). As locações foram todas feitas no próprio Estados Unidos, com a maioria das cenas rodadas na cidade de Nova Iorque. A Warner Bros. alugou o arsenal de Kingsbridge, um edifício no bairro do Bronx, durante sete meses e o transformou-o em estúdio para a produção. O sinistro interior da construção de 90 anos serviu para dar um ar apocalíptico de suspense às cenas, que teve tomadas de câmera positivas e ajudaram a aumentar a tensão do filme frente ao público. O final da estória é simples e sem delongas, gerando mais um ponto para a equipe realizadora do projeto. Will Smith declarou à imprensa, antes da estréia, que a história não tem apenas apelo junto aos fãs de ficção científica, mas também aos cientistas, já que ele está encontrando-se com membros da comunidade acadêmica para discutir analogias entre a doença viral do filme e as pragas que correm o mundo hoje. Com um orçamento estimado de US$ 150 milhões, "Eu Sou a Lenda" foi filmado entre 23 de setembro de 2006 e 31 de março de 2007. Um filme de ficção científica que marca pela ótima direção de Francis Lawrence ("Constantine"), e torna-se uma referência ao tratar de entretenimento.NOTA (0 a 5): 4,5****
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