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    quinta-feira, maio 24, 2007

    CRÍTICA
    FILME: UM CRIME DE MESTRE (Fracture, 2007, EUA)

    A principal atração de "Um Crime de Mestre" é a atuação do magnífico Anthony Hopkins, brilhante como sempre, ele interpreta com maestria Ted Crawford, um milionário engenheiro que decide assassinar sua esposa quando descobre que ela está tendo um caso com o detetive policial Rob Nunally. Ryan Gosling faz o papel do promotor público Willy Beachum, ganhou quase todos os casos em que participou. Pronto para desafios maiores, ele aceita um emprego em uma grande e renomada empresa de advocacia, mas antes ele só precisa resolver um último caso, que é o do assassinato da esposa de Ted Crawford. Ryan não está mal, mas acaba tendo uma atuação ofuscada por Hopkins. Com um brilhante roteiro, assinado por Daniel Pyne e Glenn Gers, baseado em estória de Daniel Pyne, a trama se desenrola de forma tensa e conta com diálogos inteligentes e bem estruturados. A fotografia não é das melhores, mas faz a sua parte e não interfere negativamente no resultado final. A produção, que ficou por conta de Charles Weinstock, é excelente, com locações exuberantes e cenários bastante complexos. Gregory Hoblit, que já dirigiu "As Duas Faces de Um Crime" e "Alta Freqüência" é o diretor deste longa-metragem. Outro ponto que vale ressaltar são as tomadas de câmeras extraordinárias, focando os rostos dos personagens, acentuando as expressões e sentimentos dos mesmos e também há bons planos, principalmente em campos abertos, muito bem pensados. O final, por sua vez, é ótimo e faz jus ao filme, encerrando-o com chave-de-ouro, com uma deixa bem colocada. Defino que “Um Crime de Mestre” é um suspense digno da lenda Hopkins.

    NOTA (0 a 5): 4,5
    ****

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