CRÍTICA
FILME: LIÇÕES DE VIDA (Driving Lessons, 2006, Inglaterra)
Filme do diretor e roteirista Jeremy Brock que conta a história de um garoto de 17 anos que tenta a todo custo se libertar dos domínios de sua mãe. Ele tem essa chance quando vai trabalhar em uma casa de repouso e conhece Evie, uma excêntrica e veterana atriz de cinema e teatro. Ela o convence a levá-la a um festival em Edinburgh, onde irá participar de um recital de poesia. Este é o início de uma transformação em sua vida, em que se liberta de todos os dogmas de sua educação conservadora. O enredo é morno e conduz o longa do início ao fim com a mesmo nível; nunca chega a empolgar, mas também não desaponta o espectador. Infelizmente torna-se previsível perante os fatos que já são clichês em filmes do gênero, onde um garoto tenta se esquivar da família para experimentar novas emoções. Os diálogos são bons e elevam o filme, tornando-o leve de assistir e bem sensível, principalmente por causa das poesias, hora engraçadas, hora antiquadas, mas sempre com um ar de inocência jovial. O diretor Jeremy Brock declarou que escolheu Rupert Grint para estrelar "Lições de Vida" por considerá-lo mal aproveitado em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004) e Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005), demonstrando certa pena para com o ator mirim, que teve uma boa atuação nesta produção, mas nada demais. Produção que, aliás, não surpreendeu e atendeu à expectativa, com uma média fotografia e algumas boas cenas, mas que não trabalhou muito bem quanto à trilha sonora, com canções batidas e sem muita sincronia com as imagens. O espetáculo ficou por conta de Julie Walters, que interpretou com perfeição a veterana atriz de cinema e teatro, Evie. Julie ganhou o Prêmio Especial do Júri e o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Moscou por este papel, mas nem isso foi suficiente para amenizar o fraco resultado final. NOTA (0 a 5): 3 ***
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