CRÍTICA
FILME: ANTÔNIA (Antônia, 2006, Brasil)
Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, quatro jovens mulheres negras batalham pelo sonho de viver da música. Amigas desde a infância, Preta (Negra Li), Barbarah (Leilah Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) deixam os backing vocais do conjunto de rap de homens para montar seu próprio grupo, "Antônia". Esse é o 3º trabalho da diretora Tata Amaral ("Um Céu de Estrelas" e "Através da Janela").
O enredo é tenso, intrigante, carismático e conta com 4 protagonistas que sairam-se extremamente bem e garantiram o sucesso da história. Marcelo Diamante (Thaíde), empresário do grupo, é um atrativo à parte, engraçado, inteligente e cheio de "caras e bocas". A pequena Emília (Nathalye Cris) dá um toque de inocência e carisma ao enredo. Mas nem tudo é um mar de rosas... o enredo é previsível e limitado e algumas falhas técnicas baixam a qualidade da produção: a sonoplastia é fraca (o som é um pouco atrasado quanto às falas e ações, quase imperceptível), a sombra do câmera-man aparece ao fundo de uma cena noturna, demonstrando um trabalho mal-feito de revisão.
Os erros citados são relevantes, e não chegam a interferir diretamente no resultado positivo de "Antônia".
Um filme gostoso de ver e que garante um bom entreterimento. O espectador se sentirá satisfeito ao sair do cinema.
NOTA (0 a 5): 3,5
***

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